31 outubro, 2013

Vivo Open Air em Curitiba

Juro, fazia um tempo que eu queria um evento de cinema como esse em Curitiba. Começou ontem o Vivo Open Air. Já conhecem o evento? É o maior festival de cinema ao ar livre do mundo. Aqui na cidade, tudo foi montado no Eco Estádio da J. Malucelli, bem perto do parque Barigui. Na verdade, você estaciona no parque e lá há um esquema de vans que deixam você bem na porta da bilheteria. Super prático. Lá, você pode escolher sentar nas arquibancadas ou nas cadeiras no gramado. A tela é enorme e o som é digital, como um cinema convencional. A diferença é poder ver filmes num outro clima ao ar livre. Sempre via essas coisas em seriados americanos. Show!


Fico muito feliz quando vejo marcas investindo em eventos culturais. No caso da Vivo isso veio bem de encontro com minha paixão, o cinema. Fiquei encantada. Nada melhor do que numa noite de verão poder assistir um grande filme ao ar livre com o pé na grama. Amei. 


A exibição de ontem foi de O Mordomo da Casa Branca, de Lee Daniels. Escolha certeira com um filme crítico e forte que trata bastante sobre a luta dos negros americanos por direitor civis em uma época em que o país vivia divido e negros e brancos tinham lugares separados para sentar em um restaurante, por exemplo. Ainda não tinha assistido e fiquei impressionada com a atuação da Oprah que interpreta a esposa do protagonista vivido pelo Forest Whitaker. Incrível. Assisti chorando, me fez refletir bastante. Li críticas sobre o filme e é consenso que ele explora demais o "melodrama". E qual é o problema disso? Eu curti.  


imagem reprodução

Enfim, o Vivo Open Air vai até dia 10 de novembro e acontece de quarta a domingo. Os ingressos custam R$ 40,00 e a meia entrada é R$ 20,00. A programação inteira está no site. Eu indico rever o Poderoso Chefão (fã incondicional da trilogia, mas ainda acho terceiro o melhor dos filmes!) e inclusive prestar ainda mais atenção no diálogo inicial. Se puder, assista também Django Livre. Ok, sou suspeita para falar porque amo o estilo de Quentin Tarantino e todos os atores, principalmente Jamie Fox e o Leonardo Di Caprio, estão incríveis nesse filme. Por enquanto, olha aí a foto do evento de ontem.



E você, curtiu a ideia do cinema ao ar livre? Deixa sua opinião nos comentários do blog! 

*Fotos: Diego Pisante

Cia. Marítima em Curitiba


Hoje volto um pouco para falar sobre o que acontece em Curitiba. Tenho várias novidades incríveis. Só tenho a agradecer (e muito!) a todos os leitores nessa jornada com o Shakespeare de Batom. Terça aconteceu o coquetel de inauguração da loja da Cia. Marítima no Pátio Batel, o shopping mais luxo da cidade. Fui conferir porque gosto bastante da marca e ainda lembro do meu primeiro biquíni de "gente grande" que tinha a estampa com o rosto do Che Guevara. Eu devia ter uns 15 anos e comprei para viajar com as amigas pela primeira vez. A loja ficou linda e segue um estilo eco-chic. O que mais me chamou atenção? O detalhe das gavetas! Pasmem. Só eu mesmo para ficar reparando nisso. E foi então que descobri que cada gaveta leva o desenho do artista plástico Eduardo Bajzek que criou 15 ilustrações em aquarela. São desenhos das praias mais famosas do mundo. Olha só que lindo. 





Depois disso, virei fã da marca. Eu que sempre busco a conexão entre moda e arte, fiquei encantada com essa interação da Cia. Marítima e Eduardo Bajzek. Falando um pouco sobre a coleção, ela tem como pretexto os gypsetters, pessoas que curtem viajar para destinos "fora do comum", buscando contato com a natureza. É uma junção de dois estilos de vida: os jet setters e os ciganos. 


Nem precisa dizer que eu me identifiquei de cara com essa história. Devo ser gypsetter de nascença. No começo desse ano fiz duas viagens e em ambas busquei conhecerem lugares "fora da rota" do turismo tradicional. Voltando para a moda, como esse estilo de vida foi traduzido para o beachwear? Com muitas estampas de bichos, estampas étnicas, listras e flores. 


A minha escolha foi o pavão, lindo. Fiz foto do detalhe da estampa. E depois a loja inteira arumadinha e com maior cara de casa de praia. Amo.  




E você, curtiu a pegada da Cia Marítima? Já conhece a loja no Pátio Batel? Conhece o trabalho do artista Eduardo Bajzek? Deixa sua opinião nos comentários aqui do blog. 

29 outubro, 2013

Moda, fotografia e arte - Erwin Blumenfeld

Nem só de futilidades vive a moda. No universo fashion habitam vários artistas que de alguma forma tiram proveito desse mundo para viver sua paixão pela arte. Caso bem claro disso são os fotógrafos de moda. Hoje falo sobre Erwin Blumenfeld.

Auto retrato e colagem
Seu trabalho precisa ser ressaltado, pois até hoje inspira dezenas de fotógrafos. Isso porque ele começou na década de 1910, passando por momentos históricos e políticos marcantes até os anos 60. Não apenas na fotografia, mas também com seu trabalho artístico de colagem. Aliás, ele preferia o título de artista ao invés de fotógrafo de moda. Nos primeiros anos de fotografia, ele trabalhou apenas com imagens em preto e branco, mas depois foi um entusiasta da foto colorida.

City Lights, 1946

Grace Kelly, 1945


Dedicado ao campo da moda, Blumenfeld foi o responsável pela primeira capa da Vogue mostrando uma modelo negra em 1958. Também foi precursor em outros aspectos, principalmente na questão experimental da fotografia artística de moda. Ele fotografou a capa mais icônica da Vogue em 1950, apelidada de The Doe Eye com Jean Patchett porque usou uma iluminação a ponto de "apagar" o rosto da modelo, deixando apenas o olho e a boca.



Ele era um artista que experimentava e testava técnicas no "quarto escuro", o local de revelação das fotos analógicas, tais como solarização e exposição múltipla. Suas imagens mesmo hoje são incríveis, ainda mais fantástico é pensar que todas elas foram produzidas numa época sem recursos digitais. Parece bobagem ressaltar hoje, mas temos toda uma geração que talvez não irá conhecer a fotografia real com filme, revelação, etc. 

Novembro, 1948






Enfim, para mim as imagens de Erwin Blumenfeld são extremamente sensíveis e provocam sensações. É o que procuro na arte. Provocar sensações é a ordem, para mim. Seja lá quais forem elas, o importante é que a arte pode instigar e despertar novos pensamentos.





Apoio Cruz Vermelha, Vogue, 1945

E você, já conhecia o trabalho de Blumenfeld? Gostou? Não gostou? Deixa sua opinião nos comentários do blog. 

24 outubro, 2013

Revista VIVER Curitiba Fashion Mix

Ontem, dia 23 de outubro, foi dia de conversa sobre moda e comportamento no Shopping Mueller. Em comemoração aos 30 anos do shopping, aconteceu a 1ª Edição do Fashion Mix, organizado pela revista VIVER Curitba. Adorei a "mistura" de convidados para o bate-papo: a top model Isabelli Fontana, a mediadora Maria Rafart e o psicólogo Marcos Meier. Todos juntos para conversar sobre a moda com abordagem inteligente.


Preciso dizer que me surpreendi bastante com o evento. Adorei a proposta. Um assunto que me chamou atenção foi a questão da inteligência das modelos. Vai lá, sem fazer rodeios, a maioria das pessoas acredita que as modelos são magras e burras. Ok. Há o estereótipo. Pois é, mas não é bem assim. Inclusive, adorei quando o psicólogo diferenciou os tipos de inteligência. Ele explicou que a inteligência interpessoal é tão importante quanto a lógico-matemática (aquela que a escola "valoriza"), pois é extremamente importante saber lidar com as emoções e se relacionar com os outros. Isabelli complementou afirmando que isso é a chave do sucesso para uma modelo, pois não é fácil administrar críticas exaustivas o tempo inteiro sobre si mesmo. Ela mesma desabafou dizendo que pensou em desistir várias vezes.


Isabelli também contou que, mesmo após anos de carreira, ainda se abate com a frieza das críticas sobre ela. Inclusive, confessou que foi cortada do último desfile da Louis Vuitton na prova de roupas e comentou sobre como é difícil lidar com essas questões emocionais. Não é tão fácil quanto todos imaginam. Outra coisa engraçada que a top model contou é: quando dizem que ela fica muito sexy com uma roupa, já sabe que o produtor de moda no fundo está querendo dizer que ela está um pouco acima do peso. Já me animei né! Acima do peso = sexy demais. Está ótimo pra vida real.

No final do evento, encontrei as blogueiras de Curitiba que adoro e o produtor de moda Chrys Kishida. Na foto, Fabbi Cunha e Rafa Cunha, do blog Chique de Bonito, e Kamila Mansur. Vem novidades por aí viu! Ah, a queridíssima Yannih Tsushima não saiu nessa foto  =(



E você, qual sua opinião sobre inteligência emocional e saber lidar com críticas? Deixa seu comentário aqui no blog.


20 outubro, 2013

Propaganda pode ser arte?

Antes de começar o post, deixa eu contar uma super novidade! Comecei a colaborar para o blog Entenda Os Homens com quiz de moda batizado de "O que eles pensam sobre moda". Enfim, essa semana, meu texto foi um pouco diferente. Falei sobre a biografia de Charlotte Rampling. Meu texto inteiro está no link Mulheres Que Você Deveria Conhecer.


Pesquisando sobre a atriz para escrever, minha admiração por ela cresceu ainda mais. Ela estrelou as fotos de campanha de Marc Jacobs de 2004. A atriz aparece ao lado do próprio fotógrafo das imagens, Juergen Teller, em cenas de extrema intimidade. A história por trás das fotos é que, além dela não querer endossar um produto específico, Teller, que já iria aparecer nas fotos, não cabia nas roupas que Jacobs havia enviado, por isso, ele decidiu ficar nu.


Com certeza não é um anúncio convencional. Acho que nenhum de Marc Jacobs é. Vou resumir uma técnica de propaganda de forma bem simplista. Na verdade, a publicidade é muito mais do que isso, ok? Em um anúncio, é comum usar imagens para que o consumidor deseje ter aquele estilo de vida que a marca propõe. Por exemplo, uma marca utiliza a foto de uma linda modelo rodeada de amigos lindos e sorridentes em um iate num dia de sol maravilhoso. O objetivo é que o consumidor olhe a foto e pense "nossa, eu gostaria de estar ali, eu gostaria de ser essa pessoa, vou comprar o produto".  No caso dos anúncios de Marc Jacobs em parceria com Juergen Teller a propaganda passeia pela arte.


A idéia de Jacobs é ser irreverente e divertido, por isso a colaboração entre os dois consegue ser tão ampla e atinge resultados maiores do que apenas vender produtos. Seriam elas obras de arte? Olha só que legal essa propaganda com Victoria Beckham em que ela aparece dentro da sacola, super inusitado. A celebridade é um produto também, não é?


Aqui, outros anúncios da marca com Helena Boham Carter e Winona Ryder.

Todas as imagens reprodução - fotógrafo Juergen Teller para Marc Jacobs
E você, o que pensa sobre esse tipo de propaganda? Há quem ame e quem odeie. Você, curte? Não curte? Deixe sua opinião nos comentários do blog. 



17 outubro, 2013

Bourjois e Liz no Outubro Rosa

E quando a moda e a beleza encontram com campanhas positivas? Adoro! Claro, existe toda uma visão de marketing por trás de cada ação de marcas, mas não posso deixar de evidenciar e aplaudir. Esse mês diversas lojas e grifes promovem o chamado Outubro Rosa. Suporto bastante a iniciativa, inclusive por ter tido contato com mulheres próximas que passaram e sobreviveram ao câncer de mama. Aqui em Curitiba, a Bourjois, minha marca xodó de maquiagem, e a Liz, marca de lingeria, se uniram para conscientizar suas clientes sobre a detecção precoce do câncer de mama e criaram o Outubro Blush. Na loja da Liz do Shopping Pátio Batel parte da renda arrecadada na loja em outubro será revertida para a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Hospital Erasto Gaertner, o objetivo é comprar uma cadeira de quimioterapia para lá. Na foto, DWalkyria Gaertner Boz em momento contando sua história. Ela é sobrevivente do câncer de mama, mas perdeu sua filha para a mesma doença.


Ontem, aconteceu o Blush Day que agitou a loja da Liz. Vários mimos foram distribuídos para as compradoras que apoiaram a iniciativa. Além da Bourjois, o Torriton Beauty & Hair e a Carmim também apoiaram o evento e disponibilizaram prêmios e descontos.




Fui atrás para descobrir um pouco mais sobre a história e encontrei um texto bem completo no outubrorosa.org.br. O movimento começou nos EUA nos anos 90 com objetivo de promover ações preventivas e de conscientização da população para o câncer de mama e hoje é comemorado no mundo inteiro. A cor rosa é símbolo da luta contra o câncer de mama desde que foi usada pela primeira vez em formato de laço na primeira Corrida pela Cura em Nova York.

E você, apóia o Outubro Rosa? Participou de alguma ação? Tem uma história de sobrevivência para contar? Comenta aqui no blog!


02 outubro, 2013

Chanel - Paris Fashion Week Spring 2013

E a arte invadiu as passarelas da Chanel, literalmente. Os cenários da maison francesa são sempre grandes produções. Já teve um leão gigante, carrossel, tudo mais. Dessa vez, o Kaiser da moda Karl Lagerfeld levou uma galeria de arte para o desfile de primavera verão na Paris Fashion Week. Essa temporada estou acompanhando a semana de moda pelo Brasil (não pude ir junto para o QG fashion em Paris, choro!). Fiquei simplesmente maravilhada com a exibição da Chanel e a conexão moda-arte esse ano está ainda mais estreita.


As obras instaladas na passarela foram criadas para o desfile e tiveram como tema os ícones da maison Chanel. O mais legal, para mim, foi o robô do icônico perfume Chanel n.5.





A pegada artsy circulou por cada detalhe do desfile. Na maquiagem, olhos com sombras multi coloridas assinados por Peter Philips.


O som? Jay-Z em rap mais do que artístico com "Picasso Baby". Escuta aqui a música. E um trecho da letra:

"Não é difícil perceber, sou o novo Jean Michel, cercado por Warhols [...] Ah, f***-se, eu quero um trilhão e dormir todas as noites ao lado da Mona Lisa". 




Voltando ao desfile, as roupas claro também vieram com a forte referência artística. Confere o detalhe da estampa que parece ter sido feita com pinceladas coloridas. Um detalhe: o único modelo masculino no desfile foi o brasileiro Marlon Teixeira. Eu tive a felicidade de entrevistá-lo em uma festa no Copacabana Palace durante o Fashion Rio de 2012 e desde então sou fã.





Voltando para a sintonia moda-arte, vamos aos acessórios. Nas bolsas, toques que parecem ter sido feitos com tinta spray. A mochila, que já é uma das coisas mais comentadas do desfile pela internet, cheia de penduricalhos e referência à arte manual. Tudo em clima contemporâneo e moderno. Bem arte pop, bem colorido, bem atual.


Toda essa atmosfera me lembrou muito o trabalho que minha sócia, Ana Clara Garmendia, e eu estamos realizando desde o começo do ano. Eu, artista, me infiltrei na moda. Ela, fashionista, se jogou na arte. Temos produzido obras que espero em breve poder mostrar aqui no blog! Intervenções de arte na moda. Fico feliz de ver que essa é a aposta das próximas estações.

E você, gostou do desfile da Chanel de Primavera Verão 2013 na Paris Fashion Week? Deixa sua opinião nos comentários do blog.